sábado, 5 de setembro de 2009

RESENHA DO FILME "O SHOW DE TRUMAN"


O filme conta a história de Truman Burbank (Jim Carrey), um pacato vendedor de seguros, que vive na Ilha de SeaHeaven, que desde quando estava na barriga da mãe já era monitorado por câmeras de televisão, comandado pelo produtor Christof (Ed Harris).
Ele passou o seu nascimento, infância, adolescência, juventude, fase adulta, casamento, separação, aniversário de 30 anos, enfim todos os momentos de sua vida, vinte e quatro horas por dia sendo filmado e assistido por milhões de telespectadores em todo o mundo. Isso que é falta de privacidade total. Onde só ele era de verdade, o resto era tudo artistas, cenário e encenação. Casado com a enfermeira Meryl (Laura Linney), mas conhece e se apaixona por Sylvia (Natascha McElhone. Também tem o personagem do amigo Marlon (Noah Emmerich), da mãe (Holland Taylor) e do pai (Brian Delate). Ele nem imaginava que era o astro de um reality show, que era usado como mercadoria e vítima de um sistema dominador, que determinava o processo de consumo, não importando com a qualidade do produto, somente com o lucro, impondo um modelo social falso e uma ideologia ilusória. Os telespectadores se sentiam realizados, através dessa vida perfeita de Truman, isso era visível na fisionomia dos telespectadores, mas fiquei impressionada é com a atitude de omissão, aceitação e participação deles com tudo isso, não tendo senso crítico, sendo influenciado e manipulado pela mídia e não se importando com sentimentos de Truman.
Quanto à pergunta: Há alguma relação entre os fatos tratados nesta ficção e na vida real? Sim, pois a vida de Truman me fez lembrar da vida de Michael Jackson, que tinha uma vida sempre comandada pelos outros e pela mídia, quer dizer uma vida de aparências. O Show de Truman é um filme de qualidade e muito interessante para as pessoas que gostam de refletir a realidade dos meios de comunicação; a influência da televisão e da mídia na vida das pessoas; a qualidade dos produtos que nos são oferecidos; como é feito à manipulação da massa; e reflexão de como é a nossa visão crítica do mundo, da vida, das pessoas, da cultura e da tecnologia. Tem muitos questionamentos pertinentes, que ainda não obtive respostas concretas, mas tento, como: Será que o que estamos vivendo é real ou ilusão? (mais para real do que ilusão); Até onde a tecnologia pode controlar a nossa vida e o nosso destino? (até onde a gente permitir); Por mais que seja bom, será que conseguiríamos viver uma vida de robô e sem liberdade? (não, só se for para pessoas sem sonhos e acomodadas); Será que é como o filme diz que, na vida real a gente sofre decepções e na vida de Truman é perfeita? (tenho as minhas dúvidas). Enfim, amo a minha vida do jeito que ela é e você se arriscaria?

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